Governo brasileiro retira aliança em memória do holocausto e agrava crise diplomática com Israel

Por Juçara Araújo

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retirou o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês), organização intergovernamental criada na década de 1990 para preservar a memória das vítimas do Holocausto e combater o antissemitismo (ódio, preconceito ou discriminação contra judeus). O Brasil atuava como membro observador desde 2021. A decisão foi anunciada na última quinta-feira, 24, pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel. O Ministério das Relações Exteriores de Israel se pronunciou sobre a decisão na rede social X (antigo Twitter): “Em uma época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, afirmou a chancelaria israelense.

ENTENDA – Desde que Lula assumiu a presidência, a relação entre Brasil e Israel tem vivido momentos de tensão. De um lado, Israel acusa o governo brasileiro de ter posturas pró-Hamas. Do outro, Lula tem feito críticas quanto à atuação israelense na Faixa de Gaza, onde mais de 50 mil pessoas já morreram. O ápice da crise aconteceu em fevereiro de 2024, quando Lula comparou as ações de Israel na Faixa de Gaza com o Holocausto de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Depois da repercussão negativa da fala, o presidente brasileiro foi declarado persona non grata (pessoa não bem-vinda) em Israel. Em retaliação, Lula retirou o embaixador do Brasil em Tel Aviv, dando assim menos peso na relação diplomática dos dois países.

Fontes: Guiame e Metrópoles

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