Por Márcia Gurgueira, Professora da Sala de Senhoras da Escola Bíblica Dominical
“Eis que os filhos são herança do Senhor; e o fruto do ventre, o seu galardão.” (Salmos 127:3)
Estou vivendo, mais uma vez, a maravilhosa e desafiadora experiência de gerar uma vida. Já sou mãe do Aquiles, meu primogênito, com 7 anos, e agora estou à espera do Nicolas, com 33 semanas de gestação. E, mesmo sendo o meu segundo filho, tudo parece novo. Cada gestação é única, cada fase tem suas próprias descobertas, alegrias e também medos e incertezas.
Este é um tempo de mudanças físicas, emocionais e espirituais, mas, acima de tudo, de profunda gratidão ao Senhor. Sempre digo que gerar uma vida é um dos atributos mais sublimes que Deus concedeu a nós, mulheres. Há muita renúncia nesse processo: sabemos que há um ser totalmente dependente de nós, mas, por amor, somos capazes de tudo.
Ser mãe me faz refletir também sobre o nosso papel enquanto mulheres na sociedade. Infelizmente, a ideia de submissão é, muitas vezes, mal compreendida e até criticada. Muitos falam, mas poucos conhecem o verdadeiro amor que existe em uma família firmada em Deus. A Bíblia nos ensina que o homem é chamado para ser forte, para construir uma casa sólida; mas nós, mulheres, temos a missão linda e singular de transformar essa casa em um lar — com as ferramentas, dons e sabedoria que o próprio Deus nos deu.
Cada um tem seu papel, ambos igualmente importantes para que formemos filhos fortes, emocionalmente saudáveis e espiritualmente firmes. Mesmo com tantos ataques à família e tentativas de desvalorização desse chamado, cremos no que a Palavra diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22:6).
A sociedade moderna muitas vezes nos pressiona a terceirizar o nosso papel mais precioso: a criação dos nossos filhos. Muitas mulheres são levadas para fora do lar, e sabemos o quanto é difícil equilibrar tantas funções. Mas que nunca nos esqueçamos: o maior legado que podemos deixar é aquilo que ensinamos aos nossos filhos — valores, fé, amor e caráter.
Em meio a tudo isso, sou fortalecida pela graça de Deus. Vivemos em tempos de muitas incertezas e mudanças, mas a Sua Palavra nos assegura: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9). Deus é imutável, fiel, não mente e não falha. Como está escrito: “Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.” (João 1:16). E ainda: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e encontrar graça, para sermos ajudados em tempo oportuno.” (Hebreus 4:16).
Que pela graça de Deus possamos ser mulheres bem posicionadas, que cuidam da sua família com zelo e sabedoria, mas também que anunciam a Palavra com ousadia e doçura. A Bíblia nos mostra que a família é um presente precioso, como lemos no Salmo 127: “Os filhos são um presente do SENHOR; eles são uma verdadeira bênção.”
Gerar uma vida nos aproxima ainda mais de Deus. Criar um filho é um processo intenso, lindo e cheio de desafios. Não quero aqui romantizar as dificuldades — sei bem das lutas físicas, emocionais e espirituais que enfrentamos —, mas quero afirmar: é possível! É possível amar, cuidar e educar com o auxílio do Espírito Santo, confiando que, mesmo quando nossos filhos crescerem e fizerem suas próprias escolhas, aquilo que ensinamos permanecerá.
Talvez a rota deles mude ao longo da vida, mas a semente plantada em seus corações é eterna.
Hoje, com o Aquiles, já vejo os frutos dessa caminhada e, com o Nicolas, tenho a oportunidade, mais uma vez, de viver essa missão com amor, entrega e dependência de Deus.
Que nunca nos esqueçamos: ser mãe é uma missão concedida pelo próprio Deus, sustentada por Sua graça e guiada por Sua Palavra.
Que o Senhor nos fortaleça e nos encha de sabedoria nessa linda jornada!
Amém.
